Selenograma

Afinal, o que a atração lunar, que remove diariamente bilhões de toneladas de água das marés, pode provocar no corpo humano, essencialmente composto de líquidos?

A Lua foi o primeiro calendário do homem. O ciclo lunar, com sua regularidade, sempre fascinou inúmeras civilizações e, desde há muito, o homem compara os ciclos da Lua com o comportamento da natureza terrestre.
Dessa forma, os antigos traçaram calendários de colheita, de caça, pesca e até mesmo de fecundidade da espécie humana.

Milhares de anos depois, a ciência moderna pôde aferir a precisão destes cálculos através da cronobiologia, nascida quase que ao acaso. Quando um grupo de estudiosos percebeu que injetando a mesma dose de uma droga em animais da mesma espécie, mas em horas diferentes, alguns morriam rapidamente, enquanto outros não pareciam sofrer a menor perturbação.

A cronobiologia comprovou, por exemplo, que algumas células cancerosas só se multiplicam durante certas horas do dia e que o nosso corpo acompanha, em pequena escala, o ritmo de nosso sistema planetário.

Assim, a Lua, o maior e mais próximo corpo sideral da Terra, logo ganhou uma ciência só para si, a SELENORITMOLOGIA, que trata das influências da Lua sobre os seres vivos. No homem, a selenoritmologia estuda particularmente o comportamento da linfa e do sangue, nossos líquidos vitais que estão completamente sujeitos ao eletromagnetismo lunar.